Por muitos anos, o Jardim do Morro era um lugar onde os residentes e os visitantes de Vila Nova de Gaia poderiam assistir ao pôr do sol. Tornou-se num lugar icónico para muita gente, excepto para mim, é claro.
O motivo: a minha ex-namorada morou no Jardim do Morro. Eu tive conflito com um ex-melhor amigo meu que me impediu de fugir de casa pela primeira vez quando ele morava em Perosinho e eu em Serzedo e foi ele que me tentou arruinar a minha relação amorosa com essa ex-namorada.
No dia a seguir que tive confronto com o meu ex-melhor amigo e acabar a amizade com ele por ele me roubar o telemóvel para ler as nossas mensagens, eu terminei a relação com a minha ex-namorada ao telemóvel. O ano era 2007 e foi um dos anos mais conturbados da minha vida.
No mesmo ano que fui internado no manicómio de Magalhães Lemos, fui vítima de bullying, fui vítima de capacitismo, fui vítima de violação e também fui banido do mercado de trabalho. Estou desempregado há 20 anos depois de concluir o 9º ano.
Passei por testes psicotécnicos, passei por muitos exames em que quem me supervisionou viu que eu tinha enorme inteligência... que foi para o ralo. Ninguém me contratava para trabalhar. Viam-me como um perigo para as empresas com transtorno opositivo desafiador e transtorno de imperador.
Neste mesmo ano, roubaram-me as cartas do YuGiOh TCG e até hoje sinto saudades das minhas melhores cartas em altíssimas raridades que me saíram nos booster packs.
Fui vítima de tanta merda que me aconteceu. A cabeça não pensa direito depois de tomar muita droga e muitas injecções que me deram danos cognitivos para sempre. Por isso que, quem me conhece na Internet desde 2007 me vê como um burro.
Fiquei na merda e fiquei na desgraça o ano inteiro e apodreci durante os anos que tinha burnout, ou seja, tive desinteresse pelos meus hobbies por tudo que me fizeram passar e até hoje me odeiam.
Sem apoio de ninguém, quase fui institucionalizado pelos meus pais mas as instituições rejeitaram-me. Viam-me como um perigo. Isto em 2007.
Não tive pessoas que me ensinavam e não tinha ninguém com paciência para me ensinar, para ter empatia pela minha dor por isso que até hoje sou um fardo pesado para todos, sou odiado por todos e só tenho poucos amigos que pouco ou nada falam comigo porque também estão comprometidos com os seus problemas.
Eu ainda tenho amigos mas acabarei sozinho. Sei como é a solidão e como lidar com isso. Para que preciso de amigos? O melhor já se está a ir embora. Só fica cá merda.
A merda que também foi o Jardim do Morro, a cada ano fica pior. Sabes porquê? Vou-te contar.
Eu namorei para a C. durante uma semana. Terminamos a relação após uma semana. Eu não tinha atracção por ela. Simplesmente não gostava dela. Ganhei nojo e decidi terminar a relação. O namoro foi durante o Jardim do Morro. A vantagem? Lanchar em casa juntamente com o meu ex-colega da escola, N. e com a minha ex-cunhada, a CÁ. de quem senti atracção por ela.
Quando terminamos, todos ficaram fodidos comigo. A minha ex-cunhada de quem eu senti atracção ficou fodida comigo e o meu ex-colega da escola fez-me ameaças para me afastar dela. E foi assim que estivemos de costas voltadas.
Durante os meses de confronto com a ex-namorada, a P. conheceu-me no primeiro dia quando tivemos relações coloridas. Ela traiu o marido porque ele era problemático com ela e só lhe deixava dívidas. Então a minha ex-namorada ficou fodida por eu ficar com a P. em vez de ficar com ela. A P. era mais atraente que a C. por isso que fiquei com a P. antes dos meus pais me obrigarem a acabar a relação com a P.
A P. foi a única que me defendeu durante os meus confrontos após o incidente no Jardim do Morro. A P. atacou a C. no restaurante onde elas foram colegas de trabalho. A P. foi fiel a mim até ao fim. Apenas os meus pais desfizeram a nossa relação. A P. era 2 anos mais velha que eu na época (Ela tinha 20 e eu tinha 18). Hoje, ela tem 39 e eu tenho 37. Tempo voa.
Eu não me quis afastar da P. porque eu queria. Eu queria ficar com a P. porque ela era a mulher mais gentil que eu conheci em toda a minha carreira de relações coloridas. E por isso que até hoje sinto saudades da P., não como uma amiga colorida, mas sim como uma amiga de verdade.
Até hoje acredito que o meu namoro no Jardim do Morro foi tudo uma desilusão completa. E por isso que guardo rancor e ressentimento contra a C. E sinto saudades da P. E peço desculpa à P. por tudo que aconteceu entre nós.
Não quero namorar para a P. Nos dias de hoje, quero ficar solteiro para o resto da vida. Antigamente mulher de verdade era fiel e ficava com um homem que não precisava de fazer tudo para uma relação perfeita, mas sim, ver a escuridão dentro dele e apoiá-lo. Hoje em dia, quase todas as mulheres ficam com homens por interesse e quando não é o que querem, armam barraca em qualquer lado. Se as relações com os pais ou pessoas de família já eram más em pleno 2026, então, as relações amorosas são iguais às relações em família.
Embora eu não sirva para namorar e nem saber o que é o amor, pelo menos tive experiências positivas com a P. Eu guardo rancor e ressentimento contra o Jardim do Morro por toda a vergonha que passei.
Eu li as notícias que o Jardim do Morro tornou-se inseguro devido a um grande número de assaltos e carteiristas. Por isso que o presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, tomou várias medidas de segurança. A partir de 2026 ninguém vai mais para o Jardim do Morro quando quiser. Vai ter de ser controlada a entrada e vai ser controlada a saída, com câmaras de segurança, instalação das casas de banho, e forças de segurança para ajudar a combater a criminalidade e proteger as pessoas. Embora as medidas sejam boas, ontem já era tarde. Mas pelo menos Menezes teve coragem de implementar o que nenhum político conseguiu fazer.
Só espero que o Jardim do Morro não tenha entrada livre e que seja cobrado dinheiro à entrada. Sem palhaçada de cartões de crédito, Paypal ou MBWay ou Revolut, se queres mesmo ter entrada, tens de pagar em dinheiro em espécie. Não podemos ficar reféns do dinheiro digital para vermos se a União Europeia não force a barra. Assim combate à imigração ilegal e se combate ao crime organizado não só por estrangeiros, mas sim, por portugueses.
Apesar de todas as alterações, nunca mais quero voltar a aquele lugar. Quero esquecer que o Jardim do Morro existe e quero me focar às coisas mais positivas que este lugar. Quero prosperar a vida e viver longe de todos os meus inimigos para que se fodam sozinhos e eu celebrar a minha vida.