O Conto da Orbe narra encontros e desencontros, amores e terrores de personagens singulares, semelhantes a todos nós e contudo tão diferentes, quer na realidade, quer no mais secreto dos nossos sonhos.
Uma ‘Orbe’, um mundo onde infinitos desenrolares acontecem, deixando ao critério da imaginação de quem lê a recriação ilusória, pois na verdade estamos sendo levados pela mão. No cerne, o misterioso desaparecimento das crianças da ilha de Nana, e um crime. Conta com vários enredos, tramas e ligações, e a eterna questão civilizacional, o suicídio.
Com o avançar da história, ansiamos, desejamos, fazemos amor, mas sobretudo crescemos com as vidas nela contidas e, se permitirmos, transformamo-nos como se acordados sonhássemos.
Um ser estranho e cínico, ‘Diabásis Doleros’, move-se entre mundos, é o ‘casuísta’, de tudo é sabedor, é também fio condutor entre certos casos. Jovens apaixonados e ingénuos que tristemente deixam de o ser. Adultos que se ‘desconstroem’ para tentar perceber a vida e os seus caprichos.
Aventuras roçando o épico, a melancolia, o belo e a paixão… e, de vez em quando, como na vida deste mundo, a felicidade.
… As massas de água há muito petrificadas erguiam-se majestosas. Destes colossos de gelo a alvura mais que perfeita contrastava com o mar adormecido, obscuro e profundo, por onde o Periélio Vésper do Sul deslizava; e, embora navegassem bastante afastados das escarpas branco-azuladas, estas eram a tradução do desamparo e impotência, a afirmação naquele cenário único de fortaleza inexpugnável, numa altíssima e extensa parede, o obstáculo célico fantasmagórico, aquele que os separava de um mundo desconhecido com o qual sabiam ser inevitável o encontro, sendo este o segundo dos desígnios para desvendar o mistério acerca dos infantes de Nana…
Nasci em Lisboa nos anos sessenta e uso um pseudónimo.
De entre várias tendências artísticas seria a minha voz a destacar-se, como vocalista de uma banda famosa…
Porém, sempre foi e continua sendo a escrita a mais íntima paixão que é da minha alma a expressão máxima.
O Conto da Orbe é o meu primeiro romance.
Uma obra de ficção apaixonada cheia de poesia, talvez o primeiro de uma peculiar saga com um verdadeiro toque lusitano.
Uma narrativa inesperada e empolgante que mergulha sinuosamente no realismo fantástico, um género pouco comum, quase inédito no universo dos autores modernos portugueses.
Estou a dividi-lo em episódios e todos serão gradualmente publicados no Publish0x.
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Obrigado, e espero verdadeiramente que apreciem a minha criação.
M
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O Conto da Orbe | Episódio 1
O Jardim de Água — “Dou-te o nome ‘alma Vésper’”
Aira testemunha uma manifestação motivada por um acto institucional. No jardim de água a sua mente vagueia pelo passado.