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Classe do objeto: Euclídeo
Imagine que você acabou de ser contratado pela Fundação SCP, e, depois de passar por inúmeros objetos capazes de te oferecer destinos piores que a morte, você é designado para cuidar de uma simples sala. “Moleza”, você deve estar pensando, principalmente depois de comparar com o réptil duro de matar ou com a estátua viva em formato de amendoim. Ao chegar lá, você percebe seu erro. A “sala” de que você deve tomar conta é uma grande massa disforme de carne, com uma entrada semelhante a uma porta. Bem-vindo à sala de contenção do SCP-002: a sala viva.
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O SCP-002 se assemelha a uma bola enorme de carne com uma escotilha de metal, onde, dentro dela, tem uma sala feita unicamente de materiais orgânicos de origem humana, como móveis de carne e ossos, cortinas e almofadas de pelos e cabelos, livros de pele humana, entre outras coisas. Sempre que uma pessoa entra na sala, ocorre um evento anômalo, onde ela é transformada em mobília de carne. Esse efeito não ocorre com vegetais, animais ou cadáveres, apenas com seres humanos vivos.
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Por dentro, a sala parece ser uma sala de estar normal (para os falantes de português, o nome “sala viva” em inglês é “living room”, que é como se escreve “sala de estar”), porém, depois de prestar um pouquinho de atenção, você poderá notar que são feitos de partes humanas.
Algumas experiências foram feitas com funcionários da classe D, incluindo inseri-los dentro da entidade. Ao invés de encontrar os funcionários saindo da entidade de forma normal, tudo o que restou dos funcionários foram livros em uma língua estranha, duas luminárias,um aparelho de TV, um rádio, um tapete, alguns brinquedos infantis e um vaso com plantas.
Procedimentos especiais de contenção
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SCP-002 deve ser mantido a todo momento conectado a uma fonte de energia, que parece deixá-lo em modo de recarga. Em caso de falha elétrica, a barreira de energia em que o objeto se encontra deve ser fechada imediatamente e as áreas ao lado devem ser evacuadas. Quando a energia for reestabelecida, devem haver lampejos de raios X e ultravioleta até que o objeto entre novamente em modo de recarga.
A instalação deve ser mantida, a todo momento, em pressão atmosférica negativa. Equipes de, pelo menos, dois membros devem estar sempre presentes na cela de contenção, e devem manter também contato físico entre si, para confirmarem a presença uns dos outros, já que, nas proximidades do objeto, as percepções sensoriais podem ser prejudicadas.
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Funcionários abaixo do nível 3 devem ser impedidos de se aproximar do objeto, a menos que tenham uma autorização escrita de ao menos 2 (dois) administradores externos de nível 4 ou superior. As equipes que possuírem tal dispensa devem ser acompanhadas de 5 (cinco) funcionários de segurança de nível 3 ou superior. Após o contato, as pessoas que interagiram com o objeto (e sobreviveram) devem ser levadas até uma distância de, no mínimo, 5 Km do objeto, receber apoio psiquiátrico e psicológico, e, se aprovados, levados novamente até suas respectivas funções.
Todo e qualquer indivíduo que entre dentro da sala e não consiga sair em alguns instantes deve ser considerado morto, assim como qualquer um que desaparecer nas proximidades do mesmo. Não tente recuperá-los: eles já não são mais humanos (a menos que queira uma escrivaninha feita de fêmures e costelas humanas, ou um belo conjunto de almofadas de pele humana).
Anomalias a qual o objeto pode estar relacionado
Apesar da sala viva não apresentar uma origem conhecida, existe uma série de objetos, catalogados ou não como SCP, que podem ter alguma conexão com a criatura, mesmo que remota. Vou tentar mostrar os principais, e deixo a critério do leitor se existe ou não uma ligação entre esses objetos.
Gore Cube
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O cubo de carne é uma criatura catalogada por Trevor Henderson, e se trata de um cubo de massa tumoral semelhante a músculos, exalando um cheiro de carne apodrecida. Ainda sobre sua composição, afirma-se que ele possa possuir um núcleo de matéria escura, o que explicaria suas habilidades e comportamento anômalo. Algumas das características do Gore Cube, como suas propriedades anômalas e o fato de devorar seres vivos para crescer e evoluir, podem ser encontradas no SCP-002.
O corpo de Gore Cube está em constante decomposição, por isso ele procura criaturas vivas, como cães, gatos, cavalos, e até mesmo humanos, para remontar seu corpo. Esse corpo flutua a poucos centímetros do chão, e se move lentamente , sempre arrastando vísceras e atraindo moscas e outros animais carniceiros para perto dele. A anomalia apresenta propriedades gravitacionais.
O corpo físico da anomalia possui propriedades físicas, e pode ser destruído (temporariamente) por meios tradicionais, como fogo ou tiros, porém tocar o Gore Cube não é uma decisão inteligente: a gravidade dentro do corpo vai ser distorcida até que você morra. Isso inclui inversão de gravidade, a criação de singularidades (buracos negros) de durações de menos de um segundo (causando grandes buracos no corpo da vítima) ou simplesmente o esmagamento dos órgãos internos por um aumento repentino da gravidade da Terra para os níveis de Júpiter ou do próprio Sol. É assim que ele mata suas vítimas. Entretanto, apenas o alvo, ao tocar, será afetado pelas distorções gravitacionais do Gore Cube.
Ao avistar o Gore Cube, o mais recomendado é correr, porém, caso esteja encurralado, você pode ser forçado a sacrificar algum ser vivo feito de carne, como o seu bichinho de estimação ou aquele cara que sempre rouba seu lanche no refeitório da empresa.
Blood Siren Head
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Uma variação do Siren Head feita de carne e sangue, tendo vários músculos expostos, assim como a sala viva. Seu cheiro característico de carne entrando em estado de decomposição acaba atrapalhando em suas caçadas, talvez para compensar sua grande velocidade em comparação com outros Siren Heads, além de se regenerar mais facilmente ao consumir certos volumes de carne.
SCP-4158 - Big Charlie
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Existem dois “Big Charlie”. Um conhecido como SCP-4158, outro apenas como “Big Charlie”. Não há consenso sobre serem a mesma criatura descrita por fontes diferentes ou se são criaturas distintas de universos distintos.
Big Charlie é um bovino mutante cujo corpo é, literalmente, um tumor gigante. Sua pele é transparente a ponto de você poder ver os órgãos da criatura em funcionamento, e extremamente frágil, podendo ser rasgada até mesmo com as unhas, e seu rosto torcido apresenta grandes olhos parcialmente cegos e uma boca em formato de bico. Seu comportamento é praticamente idêntico ao de um bovino normal, inclusive sendo amigável com outros bovinos. Apesar disso, tem muitas coisas estranhas sobre Big Charlie.
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Em primeiro lugar, Big Charlie é praticamente imortal. Já tentaram sacrificá-lo ao nascimento, para poupá-lo da dor de uma morte lenta pelas deformidades. Ao ser atingido pelo tiro, sua regeneração entrou em ação, curando imediatamente o buraco. Grandes volumes de carne podem e devem ser tirados do objeto todos os dias, para que eles não se acumulem, apodreçam, ou… se tornem algo pior…
Em segundo lugar, Big Charlie é capaz de comer qualquer coisa, e, quando eu digo “qualquer coisa”, é qualquer coisa mesmo. Tijolos, grama, terra, feno, lixo, madeira ou até mesmo carne entram na dieta dessa aberração.
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E agora vem o ponto em que diferem os dois relatos. Enquanto o Big Charlie aprisionado pela Fundação SCP não possui em seu arquivo de referência relatos sobre isso, o “outro” Big Charlie expele de tempos em tempos pedaços de carne vivos, que adquirem consciência. A grande maioria dessas entidades é conhecida apenas como “lil’ nugget”, ou “pequeno pedaço de carne”, e são frágeis, podendo ser mortas por qualquer golpe acidental. A aparência dessas entidades é parecida com um pedaço de carne em estado inicial de decomposição, mas muitos apresentam olhos, ou até mesmo boca. Em geral, as criaturas, em sua variação inicial, são amigáveis com seres humanos, porém outras variantes, como “the lamb”, são extremamente agressivas e perigosas.
Big Charlie é violento e agressivo contra qualquer entidade que tenha nascido de sua carne, tentando executá-las assim que são vistas, sem exceção.
Acredita-se que a origem de Big Charlie, ao invés de uma má formação do feto (como afirmaram os donos originais da criatura), seja um experimento genético usando tecnologia anômala para se obter carne de boa qualidade a baixo custo. Uma evidência para isso é que, no DNA da criatura, foram encontrados vestígios de DNA de frangos.