Fiz mais alguns microcontos de terror para vocês. É um estilo bem diferente de contos, onde você tenta contar uma história e causar alguma emoção ao leitor em poucas palavras ou frases. Espero que gostem.
Há alguns meses eu encontrei esse emprego como coveiro. O emprego até que não é difícil, mas o que mais me preocupa é que alguns mortos não querem aceitar o descanso.
Minha ex-esposa veio me visitar esta noite. Ela veio comemorar comigo o aniversário do dia em que eu a assassinei.
Como legista, descobri que é muito mais fácil você fazer a necrópsia de quem você matou do que de desconhecidos…
Eu fiz um ritual para poder conversar com meu reflexo no espelho, mas agora ele quer me substituir. Às vezes eu chego a me perguntar qual de nós é verdadeiramente o original, agora que estamos ambos caminhando pela terra.
Não sei o quão normal é ouvir gritos de agonia do lado de fora da sala de aula, mas estou trabalhando há tanto tempo nessa escola que achei que seria falta de educação perguntar.
Minha irmã sempre brigava comigo quando eu comia meu lanche na escrivaninha dela. Não a culpo. O sangue humano pingando daquelas mãos suculentas realmente é difícil de limpar…
Todos os dias, depois do trabalho, eu tomo um bom banho, bebo um copo de leite morno e vou dormir. É muito importante dormir bem depois de passar o dia realizando lobotomias em crianças…
Ao voltar para casa à noite eu descobri uma coisa: os muros e cercas em cemitérios não servem apenas para impedir pessoas de entrarem, mas também de saírem.
Desde que abriram aquela nova salsicharia na cidade, paramos de ter problemas com cachorros de rua. As ruas começaram até a ficar mais limpas, principalmente quando os mendigos começaram a sumir também…